sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Voar


Olha um gaivota
Quem me dera ter asas
Mas as minhas asas
estão no pensamento
que não poder voar
para mim é um
tormento
E o pensamento voa
pela terra e pelo mar
E ruma ao infinito
e vai onde eu quiser
Que eu tenho
pensamento
Porque não tenho
asas.




domingo, 16 de dezembro de 2012

Se somos pó
















Se somos pó
em pó nos renovamos
neste ciclo milenar que não
contesto
E em energia pura nos
molhamos
para da vida termos
livre acesso
E agora já com alma e
pensamento
somos postos na vida
para viver
E à custa de muito
sofrimento
Como humanos nos vamos
desenvolver
Depois crescemos e aí
estragamos tudo
Tudo o que aprendemos de
bom
Esquecendo que fomos pó
e ao pó tornamos
sem sentirmos verdadeiro
amor

 


 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Hora Zero





Na Hora Zero
do dia onze do mês doze
do ano de de oitenta e dois
o meu filho nasceu
 




e pousaram-no no meu
seio ainda unido a mim
pelo cordão umbilical
Foi um momento mágico
como mágica é a vida
como mágico é o amor
Os seus olhos muito abertos
e vivos
tornaram para mim
esse momento imortal
e do fundo do meu Ser
surgiu a esperança
de que
no futuro já tão próximo
o meu filho que nasceu
na Hora Zero
inicie uma vida
tendo por objectivo
o amor
tendo por bandeira
a paz
tendo por ideal
a felicidade
tendo por lema
a liberdade

domingo, 9 de dezembro de 2012

Atracção




Toma-me em teus braços
devagarinho
aflora a minha boca
com teus beijos
e em carícias ritmadas
de carinho
apaga o fogo
sem par
dos meus desejos

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Big Bang

Já não haverá
horizontes
nem Sol
nem Lua
e o mundo será
de novo
bola a arder


e nos confins do
universo mais
profundo
a energia
também
deixará de existir
O tudo será nada
nesse dia
será abismo vácuo
escuridão


e eu não quero
viver
irei morrer
se souber que não
é meu
teu coração


domingo, 2 de dezembro de 2012

Cais do Sodré














Cais do Sodré
à tardinha
gente que passa
apressada
correm atrás da
ilusão
passam por mim
sem ver nada
e os cacilheiros
do Tejo
abrem caminhos
de espuma
às gaivotas sempre
em festa
e olhando a
minha cidade
sinto o cheiro
da  maresia
ganho asas ´pra
voar
e em vénias de
voo picado
beijo as ondas
uma a uma
´pra Neptuno saudar

terça-feira, 27 de novembro de 2012

MARÉ BAIXA

Espraio-me em ti
pondo a descoberto
viveiros de búzios
e estrelas do mar
onde ciosamente

guardo
valiosos tesouros
protegidos somente
por rede imaginada
sem regras nem
princípios
onde se entra
a partir de dentro
para se poder
colher como quem pede
um beijo
um carinho
ou apenas
um poema de amor

https://www.bandlab.com/post/e742e963-91c1-ef11-88cd-6045bd345b20

 


 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O espelho da alma

Deixa-me olhar os teus olhos
Deixa-me neles entrar
Olhos são espelhos da alma
E eu quero vê-la brilhar

Teus olhos são esmeraldas
São jade são lazúli
E meus olhos fascinados
Só querem olhar para ti

Teus olhos têm encantos
Mistérios por desvendar
Deixa-me olhar os teus olhos
Para tua alma beijar

Ou será que não tens alma
Também pode acontecer
Só mergulhando em teus olhos
Eu ficarei a saber


Amor

O Amor é como o Sol
nada o impede de nascer
é uma força natural
luminosa e sempre a arder

O Amor é como o Sol
faz brilhar meu coração
e as nuvens do horizonte
não escondem esta paixão

sábado, 24 de novembro de 2012

Um bom conselho

Nestas coisas de amor
ninguém deve ter pudor
de mostrar tudo o que sabe

Beije aqui
beije acolá
Meta aqui
e só não meta nos sítios
onde não cabe

Se este conselho seguir
fica feliz pode crer
por tapar os buraquinhos

E se o tesão lhe faltar
não vale a pena chorar
ainda tens língua
e dedinhos




Depois da tempestade


Aparelha o teu barquinho
que em ruim praia encalhou
faz-te ao mar devagarinho
que o que lá vai já passou

Aparelha o teu barquinho

carrega-o bem carregadinho

de sonhos e de esperança
E quando pegares no leme
ruma com vontade férrea
por caminhos de bonança

E porque a vida meu querido
é agua sempre a correr
não remes contra a corrente
deixa-te ir que hàs de vencer


Pois neste mar de incertezas
em que a vida nos mergulha
crê em mim não vale a pena
sofrermos com tal tortura 

 


 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Poema Satírico

Num momento
de repente
desejei-te
e de repente
inadiável
tu surgiste
e cravei em ti
meus olhos
afixei-te
e nunca mais deixei
que tu partisses

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dúvida

Encontrei um malmequer
num canteiro de jardim
não resisti perguntei-lhe
se tinhas amor por mim

E suas pétalas brancas
fui desfolhando para ver
o que seria que elas
teriam para me dizer

Mal me quer,
bem me quer
Muito

E a ultima folha...pouco

Não acredito
és um louco malmequer
que de mim se quer vingar
por tuas pétalas tirar

Não acredito
mas sofro
se o meu amor
não me amar

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Passeio na Serra da Arrábida




Rodeia-me a perfeição
da Natureza
seus cheiros suaves
abrem-me os sentidos
e o trinar dos pardais
e de outros pássaros
são música sem par
para os meu ouvidos

E o Sol?
esse Sol quente e atrevido
que por entre as árvores
me vem beijar
deixa o meu corpo
quase adormecido
leva a minha alma
para outro lugar

e a minha alma
esteve longe ausente
embalada pela suave brisa
da ilusão
mas a chuva que se fez sentir
tão de repente
devolveu-me à terra
chamou-me à razão