terça-feira, 27 de novembro de 2012

MARÉ BAIXA

Espraio-me em ti
pondo a descoberto
viveiros de búzios
e estrelas do mar
onde ciosamente

guardo
valiosos tesouros
protegidos somente
por rede imaginada
sem regras nem
princípios
onde se entra
a partir de dentro
para se poder
colher como quem pede
um beijo
um carinho
ou apenas
um poema de amor

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O espelho da alma

Deixa-me olhar os teus olhos
Deixa-me neles entrar
Olhos são espelhos da alma
E eu quero vê-la brilhar

Teus olhos são esmeraldas
São jade são lazúli
E meus olhos fascinados
Só querem olhar para ti

Teus olhos têm encantos
Mistérios por desvendar
Deixa-me olhar os teus olhos
Para tua alma beijar

Ou será que não tens alma
Também pode acontecer
Só mergulhando em teus olhos
Eu ficarei a saber


Amor

O Amor é como o Sol
nada o impede de nascer
é uma força natural
luminosa e sempre a arder

O Amor é como o Sol
faz brilhar meu coração
e as nuvens do horizonte
não escondem esta paixão

sábado, 24 de novembro de 2012

Um bom conselho

Nestas coisas de amor
ninguém deve ter pudor
de mostrar tudo o que sabe

Beije aqui
beije acolá
Meta aqui
e só não meta nos sítios
onde não cabe

Se este conselho seguir
fica feliz pode crer
por tapar os buraquinhos

E se o tesão lhe faltar
não vale a pena chorar
ainda tens língua
e dedinhos




Depois da tempestade


Aparelha o teu barquinho
que em ruim praia encalhou
faz-te ao mar devagarinho
que o que lá vai já passou

Aparelha o teu barquinho

carrega-o bem carregadinho

de sonhos e de esperança
E quando pegares no leme
ruma com vontade férrea
por caminhos de bonança

E porque a vida meu querido
é agua sempre a correr
não remes contra a corrente
deixa-te ir que hàs de vencer


Pois neste mar de incertezas
em que a vida nos mergulha
crê em mim não vale a pena
sofrermos com tal tortura 

 


 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Poema Satírico

Num momento
de repente
desejei-te
e de repente
inadiável
tu surgiste
e cravei em ti
meus olhos
afixei-te
e nunca mais deixei
que tu partisses

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dúvida

Encontrei um malmequer
num canteiro de jardim
não resisti perguntei-lhe
se tinhas amor por mim

E suas pétalas brancas
fui desfolhando para ver
o que seria que elas
teriam para me dizer

Mal me quer,
bem me quer
Muito

E a ultima folha...pouco

Não acredito
és um louco malmequer
que de mim se quer vingar
por tuas pétalas tirar

Não acredito
mas sofro
se o meu amor
não me amar

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Passeio na Serra da Arrábida




Rodeia-me a perfeição
da Natureza
seus cheiros suaves
abrem-me os sentidos
e o trinar dos pardais
e de outros pássaros
são música sem par
para os meu ouvidos

E o Sol?
esse Sol quente e atrevido
que por entre as árvores
me vem beijar
deixa o meu corpo
quase adormecido
leva a minha alma
para outro lugar

e a minha alma
esteve longe ausente
embalada pela suave brisa
da ilusão
mas a chuva que se fez sentir
tão de repente
devolveu-me à terra
chamou-me à razão